Testemunho.

Meu nome é Gabriella Christina, tenho 16 anos, moro em Brasília-DF.
Algumas pessoas pediram o meu testemunho em texto, mais detalhado, então vou tentar contar porque tem muitos detalhes que eu não lembro mais (Glória a Deus!) Vamos lá… desde pequenininha minha mãe se preocupava muito comigo porque eu era uma criança muito fechada, não costumava sorrir muito. Meus pais se separaram acho que eu tinha uns 2 anos, porque meu pai bebia muito (graças a Deus não bebe mais!) e me levava aos bares; depois, quando eu tinha uns 11 anos, muitas vezes me chamava pra casa dele e de lá saia pra beber. Isso me fazia sofrer bastante, mas o meu amor pelo meu pai sempre me fazia “esquecer” isso, e eu fui crescendo me sentindo meio sozinha. Em 2007 meu avô faleceu, foi um choque pra mim porque ele era praticamente o meu segundo pai. Me sentia mais sozinha ainda, chorava bastante. Mas todas as pessoas que me conheciam me achavam muito extrovertida, engraçada… Era uma mascara que eu usava pra esconder as trevas que existiam por dentro. Em 2010 mudei de escola, e lá eu conheci uma garota que era amiga de uma amiga minha. Nos aproximamos, eu era muito de brincar e falar com todo mundo, achei que seria só mais uma “amiga” que entraria na minha vida e depois saísse. Mas não. Comecei a sentir umas coisas estranhas por ela, uma vontade de estar perto o tempo todo, um cuidado, um afeto, e percebi que aquilo não era amizade. Um certo dia ficamos por curiosidade, pra mim estava sendo a melhor coisa do planeta, pra ela não. E aquilo me fez criar esperanças e expectativas. Me fechei em relação a isso, eu via a vida dela, os amores e rolos que ela tinha, e eu comecei a sofrer por isso. Com o tempo fui falando pra ela o que eu sentia e blábláblá, começamos a namorar escondido. Eu sempre me prendi muito a ela, sempre fui submissa, essa é a palavra certa. Sempre fiz tudo o que ela pedia, e fazia tudo pra agradá-la, fui humilhada e na maioria das vezes deixada como segunda opção. E como sempre, eu sofria muito! Mas muito mesmo. Lembro de uma vez que ela estava super estranha, imaginei que ela iria terminar comigo e fiz uma tatuagem no pulso com a inicial do nome dela… foi uma forma dela sentir dó de mim e não terminar. Continuamos namorando, mas na verdade só eu que namorava. Com o tempo aquilo que eu achei que era amor (mas 1 Coríntios 13 é claro sobre o que é o verdadeiro amor) foi aumentando, e cada vez mais eu me sentia presa. Em Novembro fiz um fã clube para a banda Restart, que éramos “fãs”, ela já tinha e eu fiz um também. Esse fã clube era o lugar onde o meu coração mais apertava em ler tudo que ela postava, porque ela sempre foi muito fria comigo, muito fechada, e doía muito em mim. Se não me engano em fevereiro descobri que ela estava gostando de uma garota que morava em outro estado, que conheceu pelo FC, e ali meu mundo caiu de vez. Brigamos feio, ela terminou, eu me humilhei muito pra que ela não terminasse, implorei, mas nada adiantou. No mesmo minuto deitei na cama e comecei a chorar, chorar, chorar, chorar… Não consegui me acostumar com aquela situação, minha mãe sabia os motivos e era a única que podia me ajudar. Ela me viu sofrendo e começou a tomar remédios controlados, porque além dela me ver sofrer, me via como mais uma homossexual desiludida por esse mundinho colorido bem enganoso. Eu não me importava de vê-la chorando, pra mim a única coisa que me importava era a minha ex namorada. Ameacei a minha mãe, que se ela contasse pra alguém eu sumiria de casa e ela nunca mais ia me ver… hoje eu imagino o coração dela desmoronado com toda essa situação. Era o começo das aulas, não queria sair… fiquei UMA SEMANA trancada no meu quarto, eu só saía pra tomar banho. Minha mãe me dava comida pela janela, e eu não comia. Emagreci 5kg durante essa semana, eu só sabia chorar e ficar olhando as coisas que minha ex postava. Eu ficava sozinha a manhã inteira porque minha mãe e meu irmão trabalhavam de manhã, então eram oportunidades de suicídio pra mim. Já cheguei a pegar faca, mas na hora parecia que eu saía de mim. Pensava em me jogar em frente de carros/ônibus, porque aqui perto de casa tem uma parada então é bem movimentado… Entrei em depressão profunda. Aquilo tudo estava me matando. Comecei a questionar Deus, por várias vezes me vinha na cabeça “pra quê falar com algo que nem existe?” até que um dia saí do meu quarto, falei pra minha mãe avisar pra todo mundo que eu tinha viajado com meu pai, e pro meu pai minha mãe falava que eu estava ocupada todas as vezes que ele me ligava. Foi a pior semana da minha vida! Eu não me reconhecia mais, eu não me cuidava mais, minha saúde estava péssima, minha relação com meus pais então… nem se fala. Voltei pra escola, com o mesmo sorriso falso que sempre colei no rosto. Conheci pessoas novas, amizades novas. Sempre gravava vídeos com minhas amigas, se verem os vídeos nunca vão imaginar que eu estava sofrendo tanto (http://www.youtube.com/watch?v=4-ohanKAVgc&list=UUo8FLa1caliaNffTX8n7yjA&index=34&feature=plcp esse é um dos vídeos, se olharem o canal os vídeos mais recentes eu já era cristã, parei de gravar…) tentei me relacionar com meninos, cheguei a até sair com um, mas minha vontade era sair correndo e sempre vinha aquilo no pensando “Acho que chegou a hora de me assumir, eu realmente não gosto mais de meninos!” marquei encontros na Parada Gay, mas nunca dava certo pra ir. Várias e várias meninas chegavam em mim, tentei encontros também e não dava certo. Comecei a me acostumar com aquela situação, voltei a falar com minha ex, desejava tudo de bom pro namoro dela mais por dentro eu estava desmoronada. Todos os dias eu chorava, isso foram durante 3 meses, sofrendo e chorando sem parar. Vendo minha mãe se acabando nos remédios por minha causa, vendo o meu relacionamento com minha família sendo destruído por minha causa. Não fazia mais parte de reuniões de família, de festinhas de família, de nada mais que incluísse o bem mais precioso que Jesus me deu: a minha família. Comecei a sair pras festas, essas de esquina mesmo, onde sempre dá polícia. Bebia, bebia, bebia… fazia graça pra todos rirem de mim e me achar legal, e feliz. Graças a Deus desde pequena odiei cigarro porque via minha mãe fumando, então não cheguei a querer qualquer tipo de drogas. Queria mostrar pro mundo que eu não estava nem aí pra nada, QUE EU ERA “FELIZ”. Comecei a beber muito, ir em festas quase todo fim de semana. E o assunto da outra semana era “A Gabi ficou chapadona na festa ontem!” Estava funcionando, as pessoas me viam feliz… mas nunca me viam quando eu chegava em casa. Como minha líder diz: “Você é realmente você quando ninguém tá te vendo.” E aquilo estava virando rotina pra mim, copos cheios e corações vazios, copos cheios e sorrisos vazios, copos cheios e olhares vazios. Deus pra mim era um ser que era tão distante a ponto de nem existir, eu não acreditava mais na possibilidade Dele existir. No começo de maio, era um dia normal, um dia de depois de tanto chorar fui tomar banho pra disfarçar tudo. Mas até no banheiro eu chorava! Abri o chuveiro, e quis desafiar Deus… fechei meus olhos e falei “Me ajuda… se é que você existe mesmo, por favor, me ajuda. Não aguento mais viver assim.” Foram as únicas palavras. Mais ou menos uma semana depois, dia 22 de maio de 2011, meu irmão me chamou pra ir a pizzaria com ele, minha cunhada a e irmã da minha cunhada (que é cristã, o nome dela é Eliandra, mas a chamo de Nanda) tudo que eu queria era algo pra me distrair, então pra onde me chamassem eu ia. No caminho, a Nanda falou pro meu irmão “Quando a promessa de Deus se cumprir e o meu marido chegar na minha vida eu vou fazer um casamento bem lindo, sem bebida alcoólica porque não precisamos disso pra viver, precisamos do ESPIRITO SANTO!” Primeiro eu olhei e fiquei calada, depois comecei a lembrar de como a Nanda era, e como ela foi transformada. Comecei a  fazer perguntas pra ela, depois ela começou a falar de Jesus pra mim. Falou de tudo que ele sofreu em uma cruz por nós, de um Deus que te cura, que te transforma, que te restaura, que muda sua vida, UM DEUS QUE TE AMA. Eu fiquei surpresa, porque a única “imagem” que eu tinha de Jesus era um cara de cabelo grande com os braços abertos, meio que com uma luz atrás, e essa imagem era tediante pra mim. Então eu fiquei surpresa. Entramos pro rodízio, e quem disse que eu tinha fome ainda? Eu só sabia olhar pro que ela estava me falando, eu via os olhos dela brilhar falando daquele Jesus que eu nunca havia conhecido, o sorriso que de longe você via que era verdadeiro, a expressão que ela fazia… eu estava encantada. A minha única vontade naquela hora era chorar, mas era aquele choro de alívio. Fui pro banheiro da pizzaria, fechei a porta e chorei, chorei, chorei. Meu coração acelerava pra conhecer AQUELE Jesus. Eu senti uma felicidade como NUNCA senti na minha vida… abri minha boca e disse “Sei que não é o melhor lugar, sei que nunca falei com você de verdade, que nunca te conheci. Mas a uma semana atrás te pedi ajuda, e você veio. Eu te aceito aqui, espero que você me aceite também.” Permaneci ali, de olhos fechados, imaginando AQUELE Jesus. Voltei pra mesa parecendo que tinha metido o olho no vaso de tão inchado, mas voltei com o sorriso mais sincero que eu já dei. Cheguei em casa e peguei uma bíblia toda empoeirada que tinha na minha casa, acho que era a primeira bíblia do mundo de tão velha, risos. Abri em Mateus e comecei a ler, li até pegar no sono. No outro dia eu já acordei imaginando a minha rotina, meu coração doeu porque eu não queria viver tudo aquilo de novo, a única coisa que eu queria viver era o que eu passei em 10 minutos dentro do banheiro daquela pizzaria. A Nanda trabalhava em uma sorveteria perto da minha casa, corri pra lá. De novo ela começou a falar de Jesus pra mim, do nada começou a falar de homossexualismo (coisa que eu nunca soube que era pecado), parece que era AQUELE Jesus falando ali comigo, falando tudo que eu precisava ouvir. Me convidei a ir pra igreja dela, Assembleia de Deus-Templo do Espirito Santo. Eu jurava pra mim mesma que nunca seria “crente”, ainda mais dessas igrejinhas que grita mais que tudo, e dessas igrejinhas pequenas. (Virei crente, me converti em uma igreja de 15 pessoas que gritava (de loucura por Jesus) mais que tudo!) A pastora virou pra mim e disse “Deus vai mudar sua vida” eu nem sabia o que falar, eu estava com medo até de falar “véi”, olhei e dei um sorriso. Porque a visão que eu tinha de crente era que não podia nem bater palma, que vivia muita religiosidade e que tudo pra eles era do diabo, então eu tinha medo de fazer qualquer coisa. Só não tinha culto terça e sábado, mas todos os outros dias eu estava lá. Todos os dias Deus falava comigo, me apeguei a bíblia do meu irmão, aprendi a orar todo dia. Não era a melhor oração, talvez fosse a pior, com gíria e até alguns xingamentos (porque era mania pra mim), mas a única coisa que eu sabia era que pra Deus era a melhor oração, porque vinha do coração e não da boca. E essa virou minha rotina, mas a rotina que todos os dias era renovada por AQUELE Jesus. Abri meus olhos e vi como a minha vida estava ficando, as pessoas riram de mim quando eu falei que aceitei Jesus. Me chamavam pra festa, pra sair, pra ficar, pra  beber, até mesmo pra ver minha ex namorada. Minha carne gritava o “vai, tem nada não! Deus te ama de qualquer jeito” mas uma coisa eu entendi, que se tudo isso me fizesse mesmo bem eu jamais, JAMAIS, teria pedido ajuda pra Jesus. Não foi fácil, tive que recusar várias vezes as oportunidades de ver minha ex namorada, várias amigos me excluíam de coisas, várias pessoas zombavam de mim e falavam “essa dai não vai durar nem 2 meses!” Mas eu aprendi que quanto mais difícil tá, é porque mais perto de Deus você esta ficando. Busquei a Deus de todo o meu coração, e todos os dias ele me libertava… me libertava de todas as coisas que eu pratiquei lá atrás. Como eu disse, não foi fácil, não foi mesmo, mas quando eu lembrava do que Jesus sofreu por mim na cruz eu via que a minha dor não chegava nem perto da dor dele, eu reforçava a minha mão apertando a Dele e continuava a caminhar! Voltei a ver o sorriso da minha mãe, o orgulho do meu pai. As lágrimas que eu derramava no meu quarto eram pra Jesus, e não mais por outras pessoas. Em Agosto fui pro Revisão de Vida da Sara Nossa Terra, a Gabi Lopes me falava que era tremendo, que eu ia viver os melhores dias da minha vida. Como eu já tinha 3 meses de convertida, não imaginei que pra mim fosse ser isso tudo… me enganei. Foi muito mais do que ela me falou. Eu aprendi a perdoar as pessoas, principalmente a minha ex namorada, que por tudo que aconteceu passei a ter uma raiva dela. Eu aprendi que quem me fez mal não foi ela, não foi a minha ex namorada, mas foi o diabo que sempre quis me detonar desde pequena. Hoje, 1 ano e 6 meses depois, eu sou a menina mais feliz do mundo, a que tem a maior e melhor paixão de todas, que conheceu de verdade AQUELE Jesus que hoje é o meu Amor, Senhor e Salvador. Hoje sou uma líder da Sara Nossa Terra, tenho discípulas, tenho uma família que serve a Deus junto comigo, que já ganhou 2 ex homossexuais pra Jesus, que conheceu as três melhores “pessoas” que existe: Pai, Filho e Espirito Santo. Talvez ao ler isso tudo você pensa “Mas se Deus nos ama tanto como essa menina tá mostrando, porque Ele deixou que ela sofresse desse jeito?” Foi uma escolha. Eu escolhi ter vivido tudo o que eu vivi, porque o que eu planto eu colho! Eu tive algumas oportunidades de servir a Deus antes, mas sempre vinha aqui “Ah, sou nova demais! É muita besteira essa parada de ser crente.” Muitas e muitas vezes eu presenciei o cuidado de Deus na minha vida… mas eu nunca dei o valor que era pra ser dado por aquele momento. Já fui liberta de mortes várias e várias vezes, de assalto, e tudo mais que você pensar. É como eu sempre digo: Ou você busca Jesus pelo amor, ou pela dor. Eu infelizmente fui pela dor, POR ESCOLHA, mas graças a Deus eu estou aqui. Não recuei como muita gente fez… Fala sério, viver com Jesus é a coisa mais prazerosa e linda que uma pessoa pode experimentar. É a única coisa que me motiva a continuar todos os dias! Saber que um dia eu vou poder ver o sorriso de Jesus, e finalmente abraça-Lo, vê-Lo, senti-Lo e viver a eternidade com Ele.

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